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Coronavírus

Coronavírus: Planejamento financeiro para comércio

O cenário econômico atual causa muitas incertezas, mas há maneiras de minimizar o impacto financeiro causado pela quarentena do coronavírus.

Devido à sua fácil transmissão e o risco epidêmico crescente no Brasil, o coronavírus afetou diretamente o comércio em vários pontos do país. Alguns estados suspenderam as atividades em escolas e empresas, obrigaram o fechamento de shoppings e a suspensão de eventos, públicos e privados.

Com o distanciamento social, também chamado de quarentena do coronavírus, as lojas e os restaurantes que não foram obrigados a fechar se deparam com baixo movimento e o medo de quebrar.

Sabemos que esse cenário causa muitas incertezas. Mas há maneiras de minimizar os danos econômicos neste momento. E é sobre isso que vamos falar agora.

Coronavírus | Manual de planejamento financeiro e econômico para enfrentar os efeitos da pandemia 

O primeiro passo é reduzir, ao máximo, os gastos neste momento. Algumas ações do governo e grandes bancos podem ajudar:

Diminuir gastos: elimine a possibilidade de qualquer investimento ou melhoria, pelo menos por agora. A baixa no movimento pode ser passageira e a crise momentânea, mas não se pode contar apenas com as probabilidades. Mesmo que você já venha se preparando para um investimento e tenha o dinheiro em mãos, prefira mantê-lo no fundo de reserva, para o caso de novas medidas do governo que impeçam a operação do seu comércio.

Caso você não esteja se preparando para um investimento e nem tenha um fundo de reserva, tente postergar gastos fixos, como aluguel, negociar o parcelamento de dívidas e ajustar prazos com fornecedores. Tudo na tentativa de diminuir despesas para este momento e não gerar prejuízos futuros.

Se há redução de entradas, você deve tentar reduzir saídas. Então, faça o máximo de esforço para conter custos enquanto o movimento estiver baixo. Todas as medidas que você tomar agora são decisivas para a sobrevivência do seu negócio no futuro, então é importante repensar suas estratégias e não parar trabalhar, mesmo se sua loja estiver fechada. 

Neste momento não há como se livrar do problema, apenas reavaliar suas alternativas e reestruturar seu comércio, acompanhando as condições atuais. Por isso, fique atento aos próximos tópicos.

Negociar adiamento de empréstimos aos bancos 

Micro e pequenas empresas clientes dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander) podem pedir prorrogação, por até 60 dias, dos vencimentos de empréstimos. A renegociação de dívidas foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 16 de março de 2020.

Para negociar o adiamento de uma cobrança, você deve entrar em contato com seu banco e expor sua necessidade de prorrogar a dívida por até 60 dias. Se a sua região está em quarentena obrigatória por conta da Covid-19, por exemplo, você pode usar a determinação dos órgãos oficiais de fechar o comércio local como justificativa para o aumento do prazo.

Essa nova medida vale para contratos que estejam com pagamentos em dia e não abrange cheque especial, nem cartão de crédito. Além disso, cada instituição financeira definirá prazo e condições para os novos pagamentos. 

Reforçando que o prorrogamento de dívidas não é automático e que você deve procurar o banco para renegociar o prazo, se houver interesse. Durante o período de quarentena, as agências poderão ficar fora de operação, então procure os canais digitais de atendimento.

Com internet banking e aplicativos disponíveis é possível fazer quase todas as operações bancárias. E caso você ainda não tenha aderido aos serviços on-line do banco, é possível liberá-los em caixa automático, sem necessidade de solicitar a um agente, mas lembre-se de tomar todas as precauções recomendadas para evitar o contágio por coronavírus. 

Para dúvidas relacionadas às condições que seu banco oferece, entre em contato pelas redes sociais: os grandes bancos costumam responder com agilidade no Facebook, Linkedin, Twitter e Instagram. Caso preferir, tente entrar em contato pelo telefone, mas certifique-se de que está ligando para um número oficial do seu banco.

Governo adia pagamento do Simples Nacional

Para tentar minimizar os impactos que o isolamento social pode causar, o Comitê Gestor do Simples Nacional, ligado à Secretaria Especial da Fazenda, prorrogou as datas de vencimento do Simples Nacional. Publicada em diário oficial no dia 18/03/20, a resolução prevê as seguintes datas para pagamento: 

  1. Período de Apuração Março/2020, com vencimento original em 20 de abril de 2020, vencerá em 20 de outubro de 2020.
  2. Período de Apuração Abril/2020, com vencimento original em 20 de maio de 2020, vencerá em 20 de novembro de 2020.
  3. Período de Apuração Maio/2020, com vencimento original em 22 de junho de 2020, vencerá em 21 de dezembro de 2020.

A prorrogação desses prazos não dá direito à restituição de quantias já recolhidas, mas se você ainda não pagou, dá para se programar até as novas datas e, com um controle correto, despender esses valores em possíveis outras contas atrasadas que não puderam ser prorrogadas.

Negociar com fornecedores

Antes de negociar com fornecedores, você precisa fazer um fluxo de caixa, procurando entender como suas entradas serão afetadas nesse período. Não existem formatos e padrões fechados para definir um fluxo de caixa, mas normalmente cria-se um processo para acompanhar os lançamentos, ou seja, as entradas e saídas de dinheiro do caixa, diariamente, e então trabalha-se com fechamentos de períodos maiores e mais específicos. Para adaptar seu fluxo de caixa de maneira simples para este período de quarentena do coronavírus, recomendo a leitura do texto O Fluxo de Caixa no Comércio.

Lembre-se que o objetivo é evitar o desembolso de dinheiro e tentar, ao máximo, postergar o pagamento de dívidas. Desembolse dinheiro só em casos de saúde. Neste momento, a reestruturação do caixa começa a partir das demandas de dentro de casa.

E, por fim, tente negociar com fornecedores o pagamento após a venda dos produtos, mais ou menos como funciona a venda consignada. Se não for possível, tente conseguir um prazo maior para pagamento. Quanto melhor for sua relação com fornecedores, maiores são suas chances de conseguir condições favoráveis nas negociações. Outra recomendação de leitura é o texto Gestão de compras: Como negociar com fornecedores. Após esta leitura, você estará preparado para encontrar, negociar e fazer o controle de fornecedores da maneira mais eficiente e simples possível.

Apesar do foco ser este momento de crise, converse sempre com seus fornecedores e encontre um acordo que seja bom para as duas partes. Da mesma forma que você está sofrendo algumas consequências com este desequilíbrio no comércio, seus fornecedores também estão. E essa é uma relação que afeta diretamente a saúde do seu negócio, independente de qualquer situação na economia.

Manter a operação com baixo movimento

Aproveite este momento para se aproximar do seu cliente. Use as mídias sociais para fazer comunicados, demonstrando sua preocupação e cuidado com os mesmos. É um momento para fortalecer este relacionamento.

Uma oportunidade nesta crise é o atendimento personalizado e exclusivo por conta da situação atual. Onde o fechamento de lojas físicas não é obrigatório, recomenda-se a circulação mínima em lugares fechados. Com menos pessoas circulando no interior da sua loja, você ou seus funcionários podem se dedicar integralmente a um atendimento. Trabalhe esta ideia nos consumidores. Esta situação pode criar uma tendência para o pequeno negócio.

Uma das alternativas pensadas por muitos varejistas foi de oferecer descontos para as vendas futuras. Apesar de ser uma saída boa para muitos comércios, você precisa dedicar o dobro da sua atenção à formação de preço neste período. Foque na análise dos seus custos para determinar a quantidade de desconto que você poderá dar. Em contrapartida, o aumento dos preços poderá ser inevitável, porém, a elevação abusiva nos valores de venda pode gerar multa e, no futuro, rejeição por parte de clientes fiéis. Este assunto já foi amplamente comentado no Manual de boas práticas comerciais durante a quarentena do coronavírus do Programa NEX. Não deixe de acrescentar este manual às suas leituras!

Reduzir o quadro de funcionários sem demissões ou prejuízos

Pensando na saúde dos seus colaboradores e clientes, as lojas que optarem por manter a operação durante este período, precisam reduzir o quadro de funcionários operando e manter apenas o que for essencial para o pleno funcionamento do comércio. Tente reestruturar sua estratégia de vendas para isso. Mas esta medida foca apenas em evitar o contágio entre pessoas.

Mas como reduzir o quadro de funcionários em conformidade com a lei, sem prejudicar a folha de pagamento e nem o caixa da sua loja? Em busca de respostas para essa pergunta, eu conversei com a especialista em Departamento Pessoal aqui da NEXTAR, Priscila Oliveira, que me passou informações extremamente precisas sobre esta situação. Confira algumas alternativas:

  1. Adiante as férias! Mesmo entre os colaboradores que não tenham o período aquisitivo, é possível adiantar. O pagamento das férias pode ser feito até o 5º dia útil do mês seguinte. E interessante é que o valor de ⅓ normalmente pago junto das férias e abono não precisa ser pago neste momento conforme medida provisória (927/2020) em virtude da calamidade pública. Este valores podem ser pagos até o dia 20 de dezembro de 2020. Basta avisar com 48h de antecedência ao colaborador sobre as férias, por meio eletrônico ou escrito. O período mínimo para adiantar as férias são de 5 dias.
  2. Outra possibilidade é adiantar o gozo dos feriados não religiosos. Esses também devem ser avisados, por meio eletrônico ou escrito, com 48h de antecedência ao colaborador. 
  3. Banco de horas também é uma excelente alternativa, caso as atividades estejam em baixa, você pode dispensar seu colaborador e acumular horas a serem pagas em até 18 meses a partir do fim do estado de calamidade. Porém, o colaborador não pode pagar mais do que 2 horas por dia.
  4. Demissões devem ser muito bem calculadas e evitadas, pois podem gerar custos altos por conta do pagamento de multas de rescisão, FGTS, décimo terceiro e férias. Sem contar que no futuro haverá um novo custo para contratação e preenchimento das vagas que forem abertas durante este período.

Priscila ainda ressalta que é muito importante ter um termo assinado com a ciência do empregador e do colaborador para qualquer medida tomada e lembra que os termos acima estão em vigência provisoriamente por conta do período de isolamento social e estarão em vigor somente no período determinado legalmente pelo decreto de calamidade pública. Quando a situação se normalizar, voltam a valer as determinações da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Linhas de crédito

Após tomar todas as ações anteriores e ainda assim identificar a necessidade de obter um empréstimo para complementar a folha de pagamento dos funcionários, por exemplo, o empreendedor deve somar o parcelamento e os juros ao total das outras dívidas que eventualmente também foram parceladas. E antes de procurar um banco privado, confira se não há uma medida do governo que contribua nessa questão.

Recentemente foi anunciada a quantia de R$ 40 bi para financiar o salário do trabalhador de pequenas e médias empresas. Este empréstimo cobrirá dois meses de folha e terá a quantidade máxima de dois salários mínimos por funcionário, com a condição de que empresas não poderão demitir durante este período período. Para saber se o seu comércio é contemplado por esta medida, clique aqui.

E mantenha em mente que se precisar fazer um empréstimo privado, saque apenas a quantia necessária para manter a operação do negócio. Quando se fala em prorrogar prazos e parcelar custos, o objetivo é evitar o acúmulo e criação de novas dívidas.


Edson

Oi, eu sou o Edson Macari! Estou aqui para ajudar a simplificar a gestão de seu pequeno comércio. Vou escrever sobre assuntos relacionados à gestão, ao atendimento, à equipe e a tudo o que envolve seu dia a dia como comerciante. Ficarei feliz em receber suas sugestões!

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